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Rebranding: o que é e quando a sua empresa deve mudar a marca

Dois cartões de visita em branco, um de cantos retos e outro de cantos arredondados, com um cartão de amostra de cor à frente sobre uma mesa clara

Rebranding é a mudança planejada do posicionamento, da identidade visual ou do nome da sua empresa. É uma decisão de negócio, não de gosto, e ela mexe com a forma como o seu comercial vende. Quando a marca muda sem motivo claro, o cliente estranha e o vendedor fica sem resposta.

A seguir, você vê quando fazer rebranding, quando ele não resolve e a diferença entre refresh e rebranding completo. Também vê os riscos, os passos para preparar a equipe e um checklist para a segunda-feira.

Rebranding: o que é e o que muda na marca

Para entender o rebranding, vale partir da definição de marca. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) define marca, no seu Manual de Marcas, como “um sinal distintivo”. Segundo o manual, as funções principais dela são identificar a origem e distinguir produtos ou serviços de outros semelhantes.

O rebranding troca parte desse sinal. Pode ser o posicionamento, a identidade visual, o nome ou tudo junto. O artigo sobre o que é branding explica a diferença entre marca, logotipo e identidade visual.

Quando fazer rebranding na sua empresa

O rebranding faz sentido quando o negócio mudou e a marca ficou para trás. Muzellec e Lambkin, em estudo de 2006 no European Journal of Marketing, agrupam os motivos em quatro tipos. A classificação é citada por Ahonen, da Universidade de Oulu, na Finlândia, em artigo de 2008:

  • Mudança de dono: fusão, aquisição ou separação de uma parte da empresa.
  • Nova estratégia: a empresa diversifica o que vende ou passa a atuar em outros mercados.
  • Posição competitiva: perda de espaço no mercado, imagem desatualizada ou problema de reputação.
  • Ambiente externo: uma obrigação legal ou uma crise grave.

Numa pequena ou média empresa, procure esses sinais primeiro no comercial. O vendedor precisa explicar que a empresa faz mais do que o nome sugere. Ou o cliente ideal mudou, e a marca ainda fala com o público antigo.

Quando o rebranding não resolve o problema

Nem todo incômodo com a marca justifica uma mudança. Três situações costumam pedir outra solução:

  • Você enjoou do logo: o dono vê a marca todo dia, o cliente não. Cansaço interno não é motivo estratégico.
  • As vendas caíram por causa do processo: resposta lenta, proposta confusa e falta de acompanhamento não se resolvem com logotipo novo. O artigo sobre como aumentar as vendas trata desses pontos.
  • O concorrente mudou: trocar a marca só para acompanhar outra empresa não responde a nenhuma pergunta do seu cliente.

Nesses casos, comece pelo diagnóstico do atendimento e do funil, não pela marca.

Refresh ou rebranding completo: qual escolher?

Muzellec e Lambkin também separam dois níveis de mudança. O rebranding evolutivo é uma mudança pequena no posicionamento e na estética. No mercado, ele costuma ser chamado de refresh. O segundo nível, o rebranding completo, é uma mudança grande e perceptível nos dois, geralmente com troca de nome.

A nossa recomendação: se o problema é só uma imagem datada, comece pelo refresh. Ele preserva o reconhecimento que a empresa já construiu. Reserve o rebranding completo para quando o negócio mudou de verdade, como numa fusão ou numa nova linha de atuação.

Quais são os riscos de mudar a marca?

Um risco concreto é o cliente não reconhecer a empresa que ele já conhecia. Em outubro de 2010, a Gap trocou o logotipo da caixa azul, usado por cerca de duas décadas. Diante da reação negativa dos clientes, a Gap voltou ao logotipo antigo cerca de uma semana depois. Os relatos são da NPR e da CNNMoney.

A embalagem também pesa. Em 2009, a Tropicana redesenhou a embalagem do suco Pure Premium. Segundo dados da Information Resources Inc. publicados pela Bloomberg, as vendas em unidades no varejo dos Estados Unidos caíram 20%. A queda foi medida entre 1º de janeiro e 22 de fevereiro de 2009. Em dólares, as vendas caíram 19%, cerca de US$ 33 milhões. Em 23 de fevereiro, a empresa anunciou que abandonaria a nova embalagem.

Tablet com um quadrado e um círculo lado a lado na tela, ao lado de um caderno preto fechado sobre uma mesa de madeira escura

Os dois casos são de grandes marcas de consumo. Eles mostram que uma mudança mal explicada pode afastar quem já comprava da marca. Por isso, planeje a comunicação da mudança com o mesmo cuidado do novo desenho.

Como fazer rebranding de marca passo a passo

1. Escreva o motivo estratégico

Coloque no papel por que a marca precisa mudar e qual problema de negócio isso resolve. Se o motivo não cabe em duas frases, ele ainda não está claro.

2. Ouça clientes e comercial

Pergunte a alguns clientes atuais o que eles valorizam na empresa. Pergunte aos vendedores quais dúvidas e objeções mais aparecem. O que funciona hoje precisa sobreviver à mudança.

3. Defina o reposicionamento de marca

Decida para quem a empresa trabalha agora e o que a diferencia dos concorrentes. Só depois parta para nome, logotipo e cores.

4. Verifique o registro no INPI

Segundo o Manual de Marcas do INPI, a propriedade da marca só se adquire pelo registro válido. A regra está no art. 129 da Lei 9.279/96 e garante o uso exclusivo em todo o território nacional.

Antes do pedido, o INPI recomenda pesquisar ao máximo a sua base de marcas, em busca.inpi.gov.br. Depois vêm cadastro, pagamento, pedido, exame formal, exame de mérito e concessão. Para decidir como registrar, procure um profissional de propriedade intelectual.

5. Prepare o comercial antes do lançamento

A equipe precisa saber explicar a mudança antes de o cliente perguntar. Escreva com ela uma resposta curta: o que mudou, por que mudou e o que continua igual. Treine essa resposta em reunião, com as objeções mais prováveis.

Notebook com um fluxograma de quatro etapas na tela e celular com três balões de conversa vazios sobre uma mesa de reunião

6. Atualize os materiais e avise os clientes

Troque proposta, apresentação, assinatura de e-mail, site, redes sociais e perfil do WhatsApp na mesma data. Avise os clientes ativos antes ou junto com o lançamento. Se possível, a mensagem deve partir do vendedor que atende cada conta.

Conclusão

O rebranding é uma decisão de negócio. Ele começa num motivo estratégico, passa pelo reposicionamento e só termina quando o comercial consegue explicar a mudança. O marketing cria a marca nova, e o comercial a apresenta ao cliente em cada conversa. Se as duas pontas não andam juntas, a marca muda no site e continua velha na proposta.

Para começar na segunda-feira:

  • Escreva em duas frases o motivo estratégico para mudar a marca.
  • Pergunte a três vendedores quais objeções mais aparecem e se alguma tem relação com a marca.
  • Liste os materiais que levam a marca hoje: proposta, apresentação, site, redes e assinatura de e-mail.
  • Pesquise o nome atual e os nomes em estudo na base de marcas do INPI.
  • Marque uma reunião entre marketing e comercial para decidir entre refresh, rebranding completo ou manter a marca.

Como a TNT Educação conduz o rebranding junto com o comercial

Na TNT Educação, o branding segue um método em três etapas. Primeiro, diagnosticamos e planejamos: avaliamos o motivo para mudar e se o caso pede refresh, rebranding completo ou nenhuma mudança na marca. Depois, executamos e atraímos, com a nova identidade aplicada aos canais e aos materiais de venda. Por fim, acompanhamos e orientamos o comercial com a consultoria comercial, para que a equipe saiba explicar a mudança.

A TNT cuida do marketing e da orientação comercial. A sua equipe faz o atendimento e o fechamento das vendas. Se quiser avaliar se a sua marca precisa mudar, converse com a gente pelo WhatsApp.

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